30 07 2009
Já faz alguns meses que todo sábado eu passo pelo Pico do Jaraguá, a caminho da casa de uma aluna. Sempre pensava em subir até o pico, mas ficava sempre para ‘um dia’.
Resumindo um pouco, dia 18 acabei subindo com meu namorado e um casal de amigos. Apesar de estar com uma mochila pesada depois da aula, e sofrendo ainda para me acostumar com uma medicação nova (minha boca ficava seca o tempo todo, mesmo bebendo água), fui deixando para trás a ‘rabugice’ a cada km subido.

A estrada não tem muita subida, é toda asfaltada e a maioria das pessoas vai de carro. São 5km, conversando nem se percebe.
Há um caminho alternativo, partindo de dentro do Parque do Jaraguá, a “trilha do Pai Zé”, com 1,8km, mas o terreno é bem acidentado, ainda mais depois de chover. Voltamos por essa trilha, e ficamos felizes de ter escolhido a estrada para subirmos, mesmo sendo mais distante.
A vista é incrível, melhor do que a do prédio do Banespa. Enquanto estávamos lá curtindo a vista, um sagui apareceu na mureta. 20cm de altura no máximo, nas patinhas traseiras. Veio pegar um pedaço do pão que tínhamos levado, todo delicado e ainda esperava acabar o pedaço que estava mastigando para pegar outro.
No parque há um lago com diversos patos e gansos, que também são ávidos por pão. Um deles até sobe no muro para pegar na sua mão. Eles aparecem de todas as direções, na água, na terra da margem e até voando. Dá para rir bastante com eles.
Perto da hora que o parque fecha (17h), macacos começam a descer das árvores e procuram restos de comida e frutas no chão e lixeiras. Aproveite para perder o medo (como eu) e devolva o pedacinho de fruta que caiu do galho ao macaco, observando uma macaca com filhote nas costas.
Aos fins de semana, no topo acontece uma feirinha de artesanato, e há comidas e bebidas para compra, mas o bacana mesmo é fazer um piquenique. Ao lado do parque existe um assentamento indígena.
Recomendo (=
Pico do Jaraguá - Estrada Turística do Jaraguá, s/n.
-Ônibus geralmente partem da Lapa (zona Oeste), perto do Mercado da Lapa. Mais ou menos 30mn de percurso. Consulte o site da SPtrans para outros itinerários.
-De carro, pela Rodovia Anhanguera, pelo trevo do Jaraguá, Av. Jornalista Paulo Zing e Estrada Turística até quase o fim.
24 07 2009

Pense numa pessoa que trabalhou anos em uma certa área estressante, se viu sem o emprego com uma filha pequena.
Agora pense que essa pessoa sempre gostou de cozinhar, e herdou o livro de receitas da mãe.
Esse é o resuminho da história da Paula, dona do The Cookie Shop. Um blog delicioso, não só pelas receitas dela, mas pelos pedacinhos do cotidiano diário dela e da Heleninha, a filhota dela que atualmente está de férias.
A maioria das receitas são fáceis, com fotos que dão água na boca. E se você não sabe cozinhar ou não quer, pode pedir que ela faz e entrega pessoalmente. Pretendo testar os Biscoitinhos de Brownie - garanto que tem todos ingredientes na sua casa! Ela também ensina a fazer as famosas bombas de chocolate que compramos nas padarias e os famigerados bem-casados (pra quê esperar alguém se casar, não é mesmo?).
E ela também brinca com a comida (=

09 07 2009
Tanabata Matsuri, ou japonês para Festival das Estrelas, é o nome de uma festa anual feita no bairro da Liberdade em SP, onde pedidos são feitos aos deuses. Este ano acontece no próximo fim-de-semana, dias 11 e 12 de Julho.

Explico melhor: a decoração do festival é feita com arcos e pés de bambus por toda parte, e enfeites de origami coloridos pendurados pelas ruas (simbolizando as estrelas). Você compra um papel com fitinha (tanzaku) de acordo com a cor do seu pedido (amarelo pra dinheiro, verde pra saúde, vermelho para paixão etc), escreve nele e o pendura nos bambus. Além dos pedidos, tem muita comida gostosa (chinesa e japonesa), atrações de dança e música típicas e o tradicional comércio do bairro.
O festival tem origem nessa lenda:
Há muito tempo, de acordo com uma antiga lenda, morava próximo da Via-Láctea uma linda princesa chamada Orihime (織姫) a “Princesa Tecelã”.
Certo dia Tenkou (天工) o “Senhor Celestial”, pai da moça, apresentou-lhe um jovem e belo rapaz, Kengyu (牽牛) o “Pastor do Gado” (também nomeado Hikoboshi), acreditando que este fosse o par ideal para ela.
Os dois se apaixonaram fulminantemente. A partir de então, a vida de ambos girava apenas em torno do belo romance, deixando de lado suas tarefas e obrigações diárias.
Indignado com a falta de responsabilidade do jovem casal, o pai de Orihime decidiu separar os dois, obrigando-os a morar em lados opostos da Via-Láctea.
A separação trouxe muito sofrimento e tristeza para Orihime. Sentindo o pesar de sua filha, seu pai resolveu permitir que o jovem casal se encontrasse, porém somente uma vez por ano, no sétimo dia do sétimo mês do calendário lunar, desde que cumprissem sua ordem de atender todos os pedidos vindos da Terra nesta data.
Na mitologia japonesa, este casal é representada por estrelas situadas em lados opostos da galáxia, que realmente só são vistas juntas uma vez por ano: Vega (Orihime) e Altair (Kengyu).
Mais informações, como cronograma do festival, horários e afins aqui. A melhor forma de chegar lá é pelo metrô, estação Liberdade (linha azul).
05 07 2009
Muita gente já sabe o bem que faz ter a companhia de um animal de estimação. Estudos comprovam que há um benefício para a saúde como um todo, além de ajudar no relacionamento emocional.

Pelo menos para mim, passar 5 minutinhos fazendo carinho e conversando com qualquer bichinho - sejam as minhas, ou os que encontro no meu caminho - me fazem um bem danado. O carinho e atenção dos bichos é genuíno, basta saber se aproximar e aceitar de coração aberto esse afeto todo.
Andando pela Av.Paulista, notei que o famoso ‘Casarão da Paulista’ estava aberto, e, quando me aproximei, notei que estavam promovendo a adoção de animais abandonados. Eu não tenho espaço nem para um bicho de goiaba, mas entrei para oferecer algo que esses bichinhos tanto precisam: carinho.
Na semana seguinte voltei, e vários deles tinham sido adotados (que bom!), mas dois cachorros em especial ficaram: a Gorda e o Jacaré. São dois vira-latas misturados provavelmente com pastor alemão de 2 anos de idade, mansos, carinhosos e até mesmo um pouco assustadinhos (imaginem o que não devem ter passado). Fiquei conversando com eles, dizendo que logo logo iriam embora também. Espero que tenham conseguido uma casa, pois não voltei lá ainda para vê-los.
Todos animais são castrados e vacinados, e plaquinhas dizem a idade, sexo e nome, além de características como carinhoso, ótimo com crianças etc.
Fica a dica: mesmo que você não possa adotar um, vá bater um papo com eles. Ambos vão sair mais felizes desse encontro.
Vai lá: Av. Paulista, 1919, próximo à estação Trianon-Masp (linha verde). Todo sábado e domingo a partir das 11h da manhã.
02 07 2009
Era outro dia chuvoso e friozinho como o de hoje, aqui em São Paulo. Eu tinha ido dar aula do outro lado da cidade, e peguei dois trens diferentes. Num deles, passou um desses caras vendendo tranqueiras - eles vendem livros, escovas de dente, canetas para escrever em cd e guloseimas.
Esse cara em particular estava vendendo chocolates. Dizia que era ‘novo, crocante e metade branco, metade preto’. Cada barra custava um real. Resolvi comprar.

Hamlet, agora além de personagem de Shakespeare virou chocolate (=. E é bom. Não é o que você diz de ‘maravilhoso’, mas também é melhor do que aqueles chocolates gordurosos tranqueiras. Ele é incomum, só isso. Diz a embalagem que é feito na Argentina, pela Arcor.
Por cima ele é preto, no meio e embaixo é branco, com flocos crocantes - mas não chega a ser Chokito. Os flocos em si são bolinhas, lembra mais Nescau Ball. Pela foto dá pra ver que ele também não tem o tamanho padrão das barrinhas daqui, minha mão é pequena, mas dá mais ou menos 16cm de chocolate, com quase 2 dedos de altura.
No fim das contas, quando se está longe de casa, no friozinho, depois de almoçar, vale o preço.